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segunda-feira, 11 de maio de 2026

A IA e a anamnese. ( Como fazer )

Nos impressiona como a IA ( inteligência artificial está cada vez mais presente em nossas vidas principalmente dentro do meio acadêmico. 

Meu primeiro contato foi em uma clínica ABA durante meu estágio do qual tive contato com diversos documentos internos dentre eles a anamnese , durante o curso de TO temos bem pouco pra não dizer nenhum contato com os modelos do mercado suas respectivas áreas e definições. Somente quando chegamos no 5º semestre do curso de terapia da UFBRA que durante o projeto IV fala-se alguma coisa a respeito mais ainda muito superficial ( Pra não dizer nada ! )

 Se tem uma disciplina que deveria ter em cursos da saúde é sobre as rotinas administrativas, preenchimento de protocolos, anamnese ,avaliações etc. Mas esqueça não verás em um plantão de dúvidas ou em algum encontros com convidados. Mas essa é seu primeiro contato formal com o seu paciente. 

Como estou no projeto V estudo de caso do idoso , peguei vários modelos disponíveis na internet para criar o meu próprio e realmente o fiz, até que ficou bom, mas...faltava alguma coisa... como eu tenho o Canva resolvi usar no Docs. um pedido de elaboração de uma anamnese e passei meu estudo de caso e eis o resultado..

                            Meta 4

 

Anamnese de Terapia Ocupacional – Idoso

Identificação

Nome: João da Silva
Idade: 82 anos
Sexo: Masculino
Estado civil: Viúvo
Escolaridade: Ensino fundamental incompleto
Profissão anterior: Carpinteiro aposentado
Endereço: Rua das Flores, nº 120 – Bairro Central
Data da avaliação: 04/05/2026
Terapeuta ocupacional responsável: [Nome do profissional]


Queixa Principal

Dificuldade para realizar atividades de autocuidado e mobilidade dentro de casa, especialmente ao se vestir e tomar banho. Relata fraqueza nas pernas e perda de equilíbrio.


História da Doença Atual

O paciente refere que há cerca de dois anos começou a sentir fraqueza progressiva nos membros inferiores, associada a dores articulares e episódios de tontura. Nos últimos seis meses, apresentou duas quedas dentro de casa, sem fraturas, mas com aumento do medo de se locomover sozinho. Relata também dificuldade para manusear objetos pequenos devido a tremores nas mãos.


Antecedentes Pessoais e Patológicos

  • Hipertensão arterial há 20 anos, controlada com medicação.
  • Diabetes mellitus tipo 2 há 10 anos.
  • Artrose em joelhos e mãos.
  • Cirurgia prévia: hérnia inguinal (há 15 anos).
  • Alergias: nega.
  • Uso de medicamentos: losartana, metformina, paracetamol conforme necessidade.


História Familiar

  • Pai falecido por infarto aos 70 anos.
  • Mãe falecida por complicações de diabetes aos 78 anos.
  • Irmãos com histórico de hipertensão e artrose.

História Social

Mora sozinho em casa térrea, com apoio semanal da filha para compras e limpeza. Mantém boa relação com vizinhos. Frequenta a igreja local e participa de encontros de idosos quando possível. Relata sentir-se solitário desde o falecimento da esposa há cinco anos.


Hábitos de Vida

  • Alimentação regular, porém com baixo consumo de frutas e verduras.
  • Sono irregular, com despertares noturnos frequentes.
  • Não fuma há 30 anos.
  • Consumo ocasional de vinho.
  • Caminhadas curtas no quintal, com auxílio de bengala.

Avaliação Funcional

  • Atividades de Vida Diária (AVDs): necessita de ajuda parcial para banho e vestir-se; independente para alimentação.
  • Atividades Instrumentais de Vida Diária (AIVDs): dependente para limpeza e compras; parcialmente independente para preparo de refeições simples.
  • Mobilidade: utiliza bengala; apresenta marcha lenta e insegura.
  • Coordenação motora: tremores finos nas mãos; dificuldade em abotoar roupas.
  • Força muscular: reduzida em membros inferiores.
  • Equilíbrio: instável, principalmente ao levantar-se.

Avaliação Cognitiva e Emocional

  • Orientado no tempo, espaço e pessoa.
  • Memória recente levemente comprometida.
  • Humor deprimido, com queixas de solidão e desmotivação.
  • Boa compreensão e comunicação verbal preservada.

Avaliação do Ambiente Domiciliar

  • Casa térrea, com boa iluminação natural.
  • Banheiro sem barras de apoio.
  • Tapetes soltos e móveis baixos, representando risco de quedas.
  • Cama e cadeira em altura adequada.

Objetivos Terapêuticos

  1. Promover maior independência nas atividades de autocuidado.
  2. Melhorar equilíbrio e coordenação motora.
  3. Reduzir risco de quedas no ambiente domiciliar.
  4. Estimular participação social e atividades significativas.
  5. Trabalhar aspectos emocionais relacionados à solidão e autoestima.

Plano de Intervenção

  • Treino de AVDs com adaptação de utensílios e técnicas compensatórias.
  • Exercícios de fortalecimento e equilíbrio com foco em segurança postural.
  • Orientação para adequação do ambiente domiciliar (remoção de tapetes, instalação de barras de apoio).
  • Atividades de estimulação cognitiva e coordenação fina.
  • Inclusão em grupos de convivência e oficinas terapêuticas.
  • Acompanhamento quinzenal com reavaliação a cada três meses.

Observações Finais

O paciente demonstra boa adesão ao tratamento e motivação para recuperar autonomia. Requer acompanhamento contínuo e suporte familiar para manutenção das atividades propostas.

Deixo aos colegas uma reflexão de que se forem fazer uso desta poderosa ferramenta , nunca confie 100% na sua elaboração, sempre dê uma revisada e se quando necessário coloque seu toque especial em seu trabalho. Bons estudos.

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Cita sobre a anamnese.

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